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terça-feira, 1 de setembro de 2009

Vacinas que não estão no Calendário Nacional de Imunização

vacina A vacinação é importante para tornar o organismo resistente e/ou capaz de reagir à infecções por vírus e bactérias.
O Ministério da Saúde noticiou que a partir do ano que vem a vacina anti-pneumocócica  será incluía no calendário nacional de imunização.
O Streptococcus pneumoniae que é informalmente conhecido como pneumococo  é um dos principais agentes etiológicos de otite média aguda, sinusite, pneumonia, bacteremia, sepse e meningite, tanto em crianças quanto em adultos.
Estima-se que o pneumococo seja responsável por 17% a 28% das pneumonias adquiridas na comunidade entre as crianças e por 15% a 35% das otites médias agudas.
A incorporação de uma nova vacina no Programa Nacional de Imunização depende de um amplo estudo que avalia o custo e a efetividade.
E por isso ainda existem outras vacinas que não constam no calendário nacional mas estão indicadas em situações específicas,elas podem ser obtidas gratuitamente  nos Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIES) ou na rede privada de saúde como: meningite meningocócica, varicela zoster(catapora), hepatite A, febre tifóide e ao vírus HPV(causador de câncer de colo uterino). Estas vacinas só estão indicadas em situações específicas.

Vacina meningocócica conjugada

A vacina protege contra a doença meningocócica que é uma infecção bacteriana aguda, rapidamente fatal, causada pela Neisseria meningitidis. Esta bactéria pode causar inflamação nas membranas que revestem o sistema nervoso central (meningite) e infecção generalizada (meningococcemia). Existem 13 sorogrupos identificados de N. meningitidis, porém os que mais freqüentemente causam doença são o A, o B, o C, o Y e o W135.
A vacina está indicada nos casos de:
  • Asplenia anatômica ou funcional e doenças relacionadas;
  • Imunodeficiências congênitas da imunidade humoral, particularmente do complemento e de lectina fixadora de manose;
  • Pessoas menores de 13 anos com HIV/aids;
  • Implante de cóclea;
  • Doenças de depósito.

Vacina contra varicela

A vacina protege contra a varicela (catapora) que é uma infecção primária pelo Vírus Varicela-Zoster(VVZ). É uma doença altamente contagiosa, com erupções cutâneas, transmitida por via aérea ou por gotículas. Geralmente o período de incubação é de 14 a 16 dias (variando entre 10 a 21 dias). Houve casos informados onde pessoas imunocomprometidas desenvolveram a doença pela segunda vez, mas eles são raros. Depois da varicela, o VVZ fica em estado latente nos gânglios dos nervos sensoriais por toda a vida e pode ser transmitido durante os episódios de reativação (herpes zóster).
A vacina está indicada nos casos de:
  • Pré-exposição;
  • Leucemia linfocítica aguda e tumores sólidos em remissão há pelo menos 12 meses, desde que apresentem >700 linfócitos/mm3, plaquetas > 100.000/mm3 e sem radioterapia;
  • Profissionais de saúde, pessoas e familiares suscetíveis à doença e imunocompetentes que estejam em convívio domiciliar ou hospitalar com pacientes imunodeprimidos;
  • Candidatos a transplante de órgãos, suscetíveis à doença, até pelo menos três semanas antes do ato cirúrgico, desde que não estejam imunodeprimidas;
  • Imunocompetentes suscetíveis à doença e, maiores de um ano de idade, no momento da internação em enfermaria onde haja caso de varicela;
  • Antes da quimioterapia, em protocolos de pesquisa;
  • Nefropatias crônicas;
  • Síndrome nefrótica: crianças com síndrome nefrótica, em uso de baixas doses de corticóide (<2 mg/kg de peso/dia até um máximo de 20mg/dia de prednisona ou equivalente) ou para aquelas em que o corticóide tiver sido suspenso duas semanas antes da vacinação;
  • Doadores de órgãos sólidos e medula óssea;
  • Receptores de transplante de medula óssea: uso restrito, sob a forma de protocolo, para pacientes transplantados há 24 meses ou mais;
  • Pacientes infectados pelo HIV/aids se suscetíveis à varicela e assintomáticos ou oligossintomáticos (categoria A1 e N1);
  • Pacientes com deficiência isolada de imunidade humoral e imunidade celular preservada;
  • Doenças dermatológicas crônicas graves, tais como ictiose, epidermólise bolhosa, psoríase, dermatite atópica grave e outras assemelhadas;
  • Uso crônico de ácido acetil salicílico (suspender uso por seis semanas após a vacinação);
  • Asplenia anatômica ou funcional e doenças relacionadas;
  • Trissomias.

Vacina contra hepatite A

A vacina protege contra a hepatite A  que é uma doença infecciosa aguda, causada pelo vírus da hepatite A, que produz inflamação e necrose  do fígado. A transmissão do vírus é fecal-oral, através da ingestão de água e alimentos contaminados ou diretamente de uma pessoa para outra.
A vacina está indicada nos casos de:
  • Hepatopatias crônicas de qualquer etiologia, inclusive portadores do vírus da hepatite C (VHC);
  • Portadores crônicos do VHB;
  • Coagulopatias;
  • Crianças menores de 13 anos com HIV/aids;
  • Adultos com HIV/aids que sejam portadores do VHB ou VHC;
  • Doenças de depósito;
  • Fibrose cística;
  • Trissomias;
  • Imunodepressão terapêutica ou por doença imunodepressora;
  • Candidatos a transplante de órgão sólido, cadastrados em programas de transplantes;
  • Transplantados de órgão sólido ou de medula óssea;
  • Doadores de órgão sólido ou de medula óssea, cadastrados em programas de transplantes;
  • Hemoglobinopatias.

Vacina contra Febre Tifóide

A vacina protege contra a febre tifóide que é uma doença infecciosa potencialmente grave, causada por uma bactéria, a Salmonella typhi. Caracteriza-se por febre prolongada, alterações do trânsito intestinal, aumento de vísceras como o fígado e o baço e, se não tratada, confusão mental progressiva, podendo levar ao óbito. A transmissão ocorre principalmente através da ingestão de água e de alimentos contaminados.
A vacina está indicada nos casos de:
  • Pessoas sujeitas a exposição em decorrência de sua ocupação ou viajantes a áreas endêmicas.

vacina contra o HPV(não disponível na rede pública)

A vacina previne a  doença viral que, com maior freqüência, manifesta-se como infecção subclínica nos genitais de homens e mulheres. Clinicamente, as lesões podem ser múltiplas, localizadas ou difusas, e de tamanho variável, podendo também aparecer como lesão única. A localização ocorre no pênis, sulco bálano-prepucial, região perianal, vulva, períneo, vagina e colo do útero. Morfologicamente, são pápulas circunscritas, hiperquerotósicas, ásperas e indolores, com tamanho variável. Condiloma gigante (Buschke-Loewenstein), assim como papulose bowenóide, são raros.
O papilomavírus humano (HPV) é um vírus DNA não cultivável da família do Papovavirus, com mais de 70 sorotipos. Esses agentes ganharam grande importância epidemiológica e clínica por estarem relacionados ao desenvolvimento de câncer. Os grupos dos sorotipos considerados de elevado risco oncogênico são o 16, 18, 31, 33, 45,58, dentre outros.
A vacina é eficaz contra os tipos 6,11,16 e 18 do HPV, os quais são responsáveis por 70% dos casos de câncer do colo do útero (tipos 16 e 18) e 90% dos casos de condilomas genitais (tipos 6 e 11).
A vacina está indicada para:
  • Meninas e mulheres de 9 a 26 anos que ainda não foram infectadas.
A imunização é importantíssima para evitar diversas doenças!
Informe - se!


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8 Pareceres:

Naya Rangel disse...

Na opinião existem muitas vacinas que deveriam ser oferecidas pelo governo gratuitamente. Gostei do post, bem informativo.
Voltarei aqui mais vezes!

http://kultura-digital.blogspot.com/

Cão Pelado disse...

Mto boa informação...algumas vacinas realmente precisam estar presentes em postos de saúde pra utilização da população...

Passa lá e comenta tb:
http://caopelado.blogspot.com/

Vini e Carol disse...

Eu acho SUPER importante isso.
Se essas doenças estão matando muita gente, ou debilitando a maioria que não tem essa vacina disponível e não fica imune, a melhor solução é colocar essas vacinas no calendário nacional de imunização!
Não tem outra solução.

Beijos.

Gabriel Ribeiro disse...

Não entendi. É mais uma vacina que a gente vai ter que tomar todo ano?

Carolina Rosa MD disse...

A partir de 2010 todas as crianças de até um ano serão imunizadas contra o pneumococo gratuitamente na rede pública de saúde.

Internato Médico disse...

Pegando carona no tópico...
Sou um estudante do quinto ano de medicina. Estou no Internato. Vou tentar postar diariamente sobre minhas vivências. Manterei o anonimato, assim ficarei mais livre.
http://internatomedico.blogspot.com

PARABÉNS! ESTE BOLGO EH MTO BACANA!...

Vanuci Watson disse...

interessante o assunto, apesar de não ser um que eu goste de debater. As vacinas são importantes pelo fator imunizante, rs... o Brasil tem que continuar desenvolvendo estas vacinas para a saude ter um caráter mais preventivo.,,

Jefferson Reis disse...

Apoio as vacinas. Muitas pessoas não tem noção de saude e senão fossem essas vacinas muitas morreriam com coisas pequenas como viroses.

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