Seja bem-vindo. Hoje é

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Epilepsia: médicos contra preconceito

Associação Brasileira de Neurologia inicia este mês campanha de esclarecimento sobre doença
ce Uma das doenças neurológicas mais frequentes no mundo, a epilepsia atinge 4 milhões de pessoas no Brasil — 2% da população —, segundo pesquisa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A proporção é maior do que a média mundial (1%). Dados do Ministério da Saúde apontam que, só este ano, 150 mil novos casos serão registrados.
Na quarta-feira passada, dia 9 de Setembro foi o Dia Nacional da Epilepsia e para combater o preconceito e a falta de informação em torno da doença, a Academia Brasileira de Neurologia (ABN) vai lançar, este mês, a campanha ‘Conscientização de epilepsia’. A falta de conhecimentos sobre a doença de grande parte da população estimula a existência de preconceitos e estigmas. Em diversas ocasiões, surgem, em conseqüência, atitudes discriminatórias contra pacientes portadores de epilepsia, além de medidas desnecessárias, quando não perigosas, para socorrê-los no decorrer de uma crise epiléptica.
De acordo com dados do Ministério da Saúde, entre janeiro e maio, cerca de 17 mil pessoas foram internadas na rede pública de saúde em  decorrência da doença.
A epilepsia é, segundo a Liga Internacional Contra a Epilepsia (ILAE), um distúrbio de origem cerebral causado pela predisposição a gerar crises epilépticas e pelas conseqüências biológicas, psicológicas e sociais da condição (ILAE,2005). Crises epilépticas ocorrem por atividade elétrica anormal, excessiva e síncrona de grupos de neurônios levando a manifestações neurológicas variadas, a depender do local em que ocorrem. As crises podem se manifestar por vários sinais e sintomas, como alterações sensitivas (parestesias, visuais, auditivas, gustativas etc.), autonômicas, motoras (abalos, mioclonias etc.), cognitivas (experienciais, dismnésicas) e do nível de consciência. O termo crise convulsiva reserva-se ao subgrupo de crises epilépticas que se apresentam com manifestações motora. As crises podem ser generalizadas ou parciais (focais).
De maneira geral, epilepsia pode ser dividida em duas categorias: idiopática, quando não há uma causa aparente, e secundária, quando a causa é reconhecida.
A epilepsia secundária pode ser ocasionada por lesões corticais adquiridas em qualquer momento da vida, como a esclerose de hipocampo, afecções congênitas ou malformativas, doenças infecciosas e parasitárias do sistema nervoso central (SNC), lesões vasculares, traumáticas, degenerativas ou neoplásicas.
O que fazer e o que não fazer quando alguém tem uma crise fora do ambiente hospitalar:
  • Mantenha-se calmo e procure acalmar os demais.
  • Ponha algo macio sob a cabeça do paciente.
  • Remova da área objetos perigosos com os quais a pessoa eventualmente possa se ferir.
  • Caso o paciente esteja usando gravata, afrouxe-a. Faça o mesmo com o colarinho da camisa. Deixe seu pescoço livre de qualquer coisa que o incomode.
  • Mexa a cabeça dele para o lado para que a saliva flua e não dificulte a respiração. Não introduza nada em sua boca.
  • Não prenda sua língua com colher ou outro objeto semelhante (não existe perigo algum do paciente engolir a língua).
  • Não tente fazê-lo voltar a si lançando-lhe água ou obrigando-o a tomá-la.
  • Não o agarre na tentativa de mantê-lo quieto.
  • Fique a seu lado até que sua respiração volte ao normal e ele se levante.
  • Leve-o para casa, caso ele não esteja seguro de onde se encontra.
Algumas pessoas ficam confusas após terem sofrido um ataque. Se você tem certeza de que a pessoa sofre de epilepsia e que o ataque não vai durar mais do que poucos minutos, é desnecessário chamar uma ambulância. Caso, porém, o ataque se prolongue indefinidamente, seja seguido por outros, ou a pessoa não volte a si, peça ajuda. Se a pessoa for diabética, estiver grávida, machucar-se ou estiver doente durante o ataque, chame uma ambulância.


Share/Save/Bookmark

10 Pareceres:

João Victor Borges disse...

sabe, pra começar, adorei o seu blog: tenho paixão por medicina e, apesar de ser um pouco novo demais para decidir, medicina está entre minhas opções pra faculdade. parabéns pela idéia!

e sobre a epilepsia, é mesmo um caso sério :\
conheço os sintomas [e as consequências :x] pois tenho um amigo que tem a doença, e já presenciei ataques... é realmente triste...

http://anpulheta.blogspot.com

Beijão, e boa sorte com o blog! :D

Camaleão disse...

Bem legal o post, nunca vi ninguém ter um ataque, mas acho que faço idéia, lembra até de casos no Japão, com o desenho do pokemon, que não sei quantas crianças sofreram ataque de epilepsia por uma cena lá.

Mayna disse...

Nada mais justo. As pessoas que tem essa doença ainda são vistas com muito preconceito pela sociedade. Nada melhor que uma campanha para esclarecer o que ela realmente significa para tentar senão acabar, pelo menis diminuir o preconceito.

Blog
http://maynabuco.blogspot.com

Twitter
www.twitter.com/maynabuco

Inez disse...

parabéns pelo post, bastante esclarecedor e útil.
É importante que as pessoas tenham essa informação para saber o que fazer se presenciar algum caso.

iMarty Turbo disse...

bom post,continue postando, pois terá bastante visitas no seu blog

Asdrubal Cesar Russo disse...

Excelente artigo !

Jefferson Marques disse...

Olá...
Procurando materiais sobre a epilepsia, acabei caindo no seu blog.
A máteria está muito bem escrita e clara.
Tenho epilepsia desde os 19 anos - hoje tenho 36. Já passei por muito constrangimento, preconceito e etc.
A verdade é que não é nada agradável ser portador de alguma doença, mas quando não está ao nosso alcançe de poder fazer algo, melhor aceitar.
Confesso que passei por crises e não queria me declarar como um epilético.
Hoje, graças a Deus, superei e quero passar isto à frente. Pois se não o fizer, estarei cooperando com o preconceito. (rs)
Bem, sou portador de Epilepsia Complexas Parcias - CID 10 G 40.
Abraço e até mais.

Anunciação disse...

Convencer o paciente e a familia da doença e da necessidade do tratamento é às vezes dificil,justamente por causa do preconceito,mas estamos na luta.

Elisabeth disse...

Meu filho tem epilepsia, há 03 anos vem tomando medicção e as crise diminuiram. Gostaria muito de montar onde moro (Belém /Pa) um centro de apoio a pessoas que tem a doença, bem como ajudar àquelas que como eu acompanham o paciente, afim de lutarmos contra o preconceito existente e asim melhorar a vida de nossos amores.

Anônimo disse...

Bem, gostei mto da matéria, o assunto está bem interessante e claro.Tenho epilepsia desde criança,tive aos nove meses de vida,minha mãe fez o tratamento em mim menos de 2 anos, então parou com a medicação, e vivi anos sem a patologia,já na adolescência com meus 17 pra 18 anos voltei a ter crises,desde então faço tratamento,hoje tenho 32 anos, sou formada em pedagogia e psicopedagogia, tenho um filho de 04 anos e trabalho como supervisora educacional num departamento. Claro que não é nada fácil lidar com a doença, muito menos com o preconceito, que existe sim, e muito.Não declaro em nenhum documento que sou portadora desta patologia pois isso me compromete enquanto gestora, sou da equipe de gestão e existem muitas cobranças.Como pessoa me sinto sim às vezes insegura, e com o humor um pouco descontrolado, hoje em dia com auto controle e faço acompanhamento com neurologista, e com psicóloga, além de estar fazendo tratamento homeopático para ajudar a superar a ansiedade e o stress.
Não é fácil,mas lidar com a patologia e se informar é a melhor solução para se viver bem,com algumas limitações,mas bem.Um grande abraço,boa sorte pra quem está vivendo isso ou tem algum amigo ou familiar na situação descrita e nunca se esqueçam de serem sempre positivos com a pessoa, isso faz tda a diferença!

Postar um comentário

©2008-2011 Mediskina: Aqui a gente brinca mas ensina Medicina | by Carolina Rosa

  ©Template by Dicas Blogger.

TOPO