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domingo, 5 de julho de 2009

O Avanço do Vírus da Nova Gripe Influenza A H1N1

influenza-virus Com a chegada do inverno no hemisfério Sul aumenta o número da casos da Influenza Sazonal(gripe comum),que pode ser confundida com a nova gripe e depois da primeira morte por gripe suína,o temor da população e o medo aumentaram,sem informação algumas pessoas acabam achando que estão infectadas pelo vírus da gripe A ,mesmo sem ter nenhum indício plausível para isso e acabam por procurar os centro de referência para o tratamento da gripe A,sobrecarregando estes serviços.

De acordo com o Ministério da Saúde(MS) é considerado um caso suspeito uma pessoa que apresentar doença aguda de início súbito, com febre - ainda que referida - acompanhada de tosse ou dor de garganta, na ausência de outros diagnósticos, podendo ou não estar acompanhada de outros sinais e sintomas como cefaléia, mialgia, artralgia ou dispnéia,vinculados aos itens A e ou B abaixo:
A. Ter retornado, nos últimos 7 dias, de países com casos confirmados de infecção pelo novo vírus A (H1N1); OU
B. Ter tido contato próximo, nos últimos 7 dias, com uma pessoa classificada como caso suspeito ou confirmado de infecção humana pelo novo vírus influenza A(H1N1).

No Brasil, até ontem dia 4 de Julho,já existem 812 casos confirmados da doença:Amapá(1);Alagoas(5);Amazonas(1);Bahia(8);Ceará(4);Distrito Federal(31);Espírito Santo(11);Goiás(7);Maranhão(2);Mato Grosso(4);Mato Grosso do Sul(5);Minas Gerais(90);Pará(2);Paraná(30);Paraíba(2);Pernambuco(8);Piauí(5);Rio de Janeiro(91);Rio Grande do Norte(1);Rio Grande do Sul(102-com 1 morte);Santa Catarina(54);São Paulo(338);Sergipe(5);Tocantins(5).

Perfil Epidemiológico dos Casos no Brasil

Até 3 de julho, dos 756 casos confirmados, 454 (60,1%) foram de pessoas que se infectaram no exterior e 177 (23,4%), de transmissão autóctone (ocorrida dentro do território nacional). Outros 125 casos permaneciam em investigação.
Os principais locais de provável infecção dos casos importados foram Argentina (287 casos), Estados Unidos (88) e Chile (42).
Todos os casos autóctones têm vínculos epidemiológicos com pacientes procedentes do exterior. Desse modo, o Ministério da Saúde considera que, até o momento, a transmissão no Brasil é limitada, sem evidências de sustentabilidade da transmissão do vírus de pessoa a pessoa.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde já são 93268 casos confirmados da doença em 116 países,com 412 mortes e taxa de letalidade mundial de 0,42% (intervalo: 0,06% a 2,11%) no Brasil é de 0,11%.

O Ministério da Saúde anunciou no dia 03 de Julho mudanças nas recomendações para realização de exames e indicação de tratamento.

A principal recomendação para os pacientes é que, ao sentirem sintomas como febre, tosse, mialgia, coriza e odinofagia, procurem o serviço de saúde mais próximo.
Se os sintomas forem leves, o médico fará as recomendações necessárias para isolamento domiciliar, período de afastamento de trabalho e vai prescrever o tratamento dos sintomas. Nesses casos, não será feita confirmação por exame laboratorial.
Se o quadro clínico inspirar cuidados ou for grave, indicando necessidade de internação, o paciente será encaminhado para um dos 68 hospitais de referência.

Outra mudança ocorreu na recomendação para exames laboratoriais,agora a confirmação da nova gripe por exame laboratorial será feita nos casos graves ou em amostras, no caso de surtos localizados. Não serão mais realizados exames em todas as pessoas com sintomas de gripe. Isso porque, um percentual significativo – mais de 70% – das amostras de casos suspeitos analisadas em dois laboratórios de referência (Fiocruz/RJ e Adolf Lutz/SP), nos últimos dois meses, não era influenza (gripe), mas outros vírus respiratórios.

O critério para receber o medicamento fosfato de oseltamivir também mudou,visando promover o uso racional do antiviral e evitar que o vírus desenvolva resistência, o medicamento só será dado aos pacientes com agravamento do estado de saúde nas primeiras 48 horas desde o início dos sintomas. Vale destacar que três países já informaram à OMS casos de resistência ao medicamento (Dinamarca, Japão, Canadá e Hong Kong).

Os indivíduos que compõem o grupo de risco para complicações de influenza requerem – obrigatoriamente – avaliação e monitoramento clínico constante de seu médico, para indicação ou não de tratamento com oseltamivir; além da adoção de todas as demais medidas terapêuticas.
Esse grupo de risco é composto por: idosos acima de 60 anos, crianças menores de dois anos, gestantes, pessoas com deficiência imunológica (pacientes com câncer, em tratamento para aids ou em uso regular de corticosteróides), hemoglobinopatias (doenças provocadas por alterações da hemoglobina, como a anemia falciforme), diabetes, doença cardíaca, pulmonar ou renal crônica.

Mais Informações sobre a nova gripe A (H1N1)(outrora denominada gripe suína)

Fontes:
Ministério da Saúde
Organização Mundial da Saúde
Atlas de Influenza A(H1N1) nas Américas

Telefone e links:
Disque Saúde: 0800-61-1997
Portal da Influenza
Secretaria de Vigilância em Saúde
ANVISA
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Atualização 09/08/2009
- No Brasil o número de casos confirmados chegou a 2.959 com 169 mortes.O estado com mais mortes é São Paulo com 69,seguido por Rio Grande do Sul (33), Paraná (31), Rio de Janeiro (19), Santa Catarina (3), Bahia (1), Pernambuco (1) e Paraíba (1).

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quinta-feira, 11 de junho de 2009

Nova pandemia de gripe após 41 anos

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou nesta quinta-feira que a gripe suína,agora denominada nova gripe A(H1N1) encontra-se em situação de pandemia,fato que não ocorre desde 1968.
A OMS aumentou o nível de alerta de pandemia que era de 5 para 6,sendo o nível máximo. Este fato reflete que a doença está se espalhando geograficamente, mas não necessariamente indica o quão perigosa é. A letalidade do vírus da nova gripe influenza A é de 0,5% .

Os 6 níveis de alerta de pandemia da OMS:

Nível 1


Nenhum vírus influenza animal circulando entre animais causou infecções em humanos.

Nível 2


Vírus influenza animal causou infecções em humanos e é por isso uma ameaça potencial de pandemia.

Nível 3


Vírus influenza animal ou humano-animal causa esporádicos casos em pessoas, mas sem transmissões humano-humano, exceto em circunstâncias específicas.

Nível 4


Transmissão entre humanos de um vírus influenza animal ou humano-animal capaz de causar um surto ao nível da comunidade. “A capacidade de causar surtos sustentáveis da doença numa comunidade marca uma alteração significativa no sentido ascendente sobre o risco de pandemia”.

Nível 5


O mesmo vírus que causou surto ao nível da comunidade registrado em dois ou mais países de uma região. “Enquanto que a maior parte dos países não serão afetados nesta fase, a declaração de Fase 5 representa um sinal forte de que uma pandemia pode estar iminente e que o tempo para finalizar a organização, comunicação e implementação das medidas de investigação previstas é curto”.

Nível 6


O vírus causa surtos sustentáveis ao nível da comunidade em mais do que uma região. “A designação desta fase indica que uma pandemia global está em curso”.

No momento, 27.737 casos já foram comunicados à OMS por parte de 74 países, com 141 mortes. Os Estados Unidos lideram a lista de países atingidos,com 13 mil casos; seguido pelo México - onde houve os primeiros casos -, com cerca de 6 mil; o Canadá, com mais de 2 mil; e a Austrália, que já superou mil casos. Os outros Estados com maior número de casos são Espanha, Japão, Reino Unido e Chile.

Mais informações sobre a gripe clique aqui!

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segunda-feira, 27 de abril de 2009

Gripe suína:Informações sobre o vírus Influenza

Com o aumento do número de casos da gripe suína, já são 73 casos confirmados até o momento, o surto já atinge 4 países, México, EUA, Canadá e Espanha.
A Organização Mundial de Saúde já elevou o nível de alerta de pandemia para 4 para o nível máximo,de uma escala crescente que vai até 6.O vírus da gripe suína clássico foi isolado pela primeira vez num porco em 1930.
Como todos os vírus de gripe, os suínos também mudam constantemente. Os porcos podem ser infectados por vírus de gripe aviária e humana. Quando todos contaminam o mesmo porco, pode haver mistura genética e novos vírus que são uma mistura de suíno, humano e aviário podem aparecer. Os vírus são classificados de acordo com as proteínas de superfície mais significativas que são a hemaglutinina(H) e a neuraminidase(N). No momento, há quatro classes principais de Influenza do tipo A são H1N1, H1N2, H3N2 e H3N1.
Ele é diferente do H1N1 totalmente humano que circula nos últimos anos, por conter material genético dos vírus humanos, de aves e suínos, incluindo elementos de vírus suínos da Europa e da Ásia.
Esses vírus normalmente não infectam humanos,sendo transmitidos na maioria das vezes quando há contato de humanos com porcos,mas não há registro de que o mesmo tenha acontecido no atual surto.
A transmissão está sendo da mesma forma que a gripe comum: por via aérea, contato direto (por meio de espirros e tosse) com o infectado, ou indireto (através das mãos) com objetos contaminados.
De acordo com a OMS e o CDC (Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos EUA) os vírus não são transmitidos pela comida, ao cozinhar a carne de porco a 70 graus Célsius, eles são completamente destruídos, impedindo qualquer contaminação.
Os sintomas são parecidos aos de uma gripe comum e incluem febre acima de 38°C, falta de apetite, letargia, dor de garganta, dispnéia e tosse.
Algumas pessoas com gripe suína também apresentaram cefaléia, coriza, garganta seca, náusea, diarréia, artralgia e mialgia. O período de incubação pode ser de 3 dias a 7 dias, sendo que o período de transmissibilidade começa um dia antes dos sintomas e perdura por mais sete a dez dias.
As crianças (menores de 12 anos de idade) infectadas podem eliminar o vírus da influenza desde um dia antes até14 dias após o início dos sintomas.
Investiga-se se essa nova variante teria um maior poder de ataque aos pulmões. Entretanto, de forma geral, a doença de duração de 2 a 3 dias e a principal complicação é a pneumonia, seja viral, bacteriana ou combinando os dois componentes.
A gripe comum mata entre 250 mil e 500 mil pessoas a cada ano, principalmente entre a população mais velha. A maioria das pessoas morre de pneumonia, e a gripe pode matar por razões ainda desconhecidas. Também pode piorar infecções por bactérias.
A maioria dos mortos da gripe suína tinha entre 25 e 45 anos, mas potencialmente qualquer pessoa está sujeita a contrair a gripe suína, uma vez que o vírus já está circulando pelo território nacional, há indivíduos que se encaixam nos chamados grupos de risco e que são, portanto, mais suscetíveis a terem complicações decorrentes do contágio pelo vírus influenza A (H1N1), são eles:
- Crianças com idade inferior a 02 ou adultos com idade superior a 60 anos de idade;
- Pessoas imunodeprimidas: por exemplo, pacientes com câncer, em tratamento para aids ou em uso regular de medicação imunossupressora;
- Pessoas com doenças crônicas: por exemplo, hemoglobinopatias, diabetes mellitus; cardiopatias,
pneumopatias e doenças renais crônicas;
- Gestantes.
- Obesos mórbidos.
O diagnóstico é feito através da análise laboratorial (técnica RT-PCR) de uma amostra respiratória coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus. Entretanto, algumas pessoas, principalmente crianças, podem espalhar o vírus por dez dias ou mais.
A maioria das pessoas infectadas apresentarão sintomas brandos e terão um tratamento apenas sintomático, mas para casos específicos as drogas antivirais inibidoras da neuraminidase, zanamivir (nome comercial:Relenza) e oseltamivir (nome comercial:Tamiflu) que já foram utilizadas contra a gripe aviária, mostraram eficácia ao tratar ou ajudar na prevenção de infecção com vírus da gripe suína. Mas para que o tratamento seja eficiente o início dos agentes antivirais deverá ser dentro de 48 horas do início dos sintomas.
Algumas recomendações servem para evitar a doença:
- Cubra seu nariz e boca com um lenço quando tossir ou espirrar. Jogue no lixo o lenço após o uso.
- Lave suas mãos constantemente com água e sabão, especialmente depois de tossir ou espirrar. Produtos à base de álcool para limpar as mãos também são efetivos.
- Evite tocar seus olhos, nariz ou boca. Os germes se espalham deste modo.
- Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal.
- Evitar locais com aglomeração de pessoas.

- Evite contato próximo com pessoas doentes.
- Se você ficar doente, fique em casa e limite o contato com outros, para evitar infectá-los.
As vacinas normais contra a gripe são alteradas todos os anos para incluir imunização contra novas variedades de vírus. Segundo as autoridades mexicanas, que citam a Organização Mundial de Saúde (OMS), a vacina existente para humanos é para uma cepa anterior ao vírus, com o qual não é tão eficaz. Mas como os casos confirmados de mortes atingiram adultos, é possível que as pessoas mais vulneráveis –crianças e idosos– tenham se beneficiado por serem alvo de vacinação mais regularmente que os adultos jovens.
No Brasil duas pessoas com suspeitas de estarem infectadas foram internadas no Instituto de Infectologia Emílio Ribas em São Paulo,mas já foram descartados.O diagnóstico de um era dengue e o outro sinusite.
Aos viajantes procedentes, nos últimos 10 dias, de áreas com casos confirmados de influenza suína em humanos e que apresentem algum sintoma de gripe, devem procurar assistência médica na unidade de saúde mais próxima.

Atualização às 22:56
- Algumas pessoas estão utilizando serviços de mapas para demonstrar o avanço da doença.
- Até o momento o Ministério da Saúde está acompanhando o estado de saúde de 11 viajantes procedentes de áreas afetadas que apresentaram alguns sintomas clínicos. São três em Minas Gerais, dois no Rio de Janeiro, dois no Amazonas, dois no Rio Grande do Norte, um em São Paulo e um no Pará.Mas essas pessoas ainda não preenchem a definição de caso suspeito conforme os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

Atualização 28/04/2009 às 13:38
- A doença, só provocou a morte em pessoas no México, mas há casos confirmados também em pacientes nos EUA (52), no Canadá (6), na Espanha (2), na Escócia (2), na Nova Zelândia (3) e em Israel (2).
- No Brasil são três casos suspeitos em Minas Gerais; dois no Rio de Janeiro; dois no Amazonas; dois no Rio Grande do Norte; um em São Paulo, um no Pará e um na Bahia.
às 15:44
- Costa Rica registra seu 1º caso.

Atualização 03/05/2009 às 01:40
- A Organização Mundial de Saúde (OMS) aumentou de 615 para 658 o número de casos confirmados de gripe suína no mundo.
- No México já foram comprovadas 16 mortes e uma morte nos EUA.
- Até agora foram identificadas pessoas infectadas com o vírus no Canadá (51), Reino Unido (15), Espanha (13), Alemanha (6), Nova Zelândia (4), Israel (2), França (1), China (1), Costa Rica (1), Dinamarca (1), Holanda (1), Coréia do Sul (1), Áustria (1) e Suíça (1).
- No Brasil já são 6 casos suspeitos em São Paulo (6), Rio de Janeiro (4), Minas Gerais (3) e Espírito Santo (1).

Atualização 07/05/2009 às 21:00
- A OMS mantém o nível 5 na escala de alerta de pandemia.
- Até agora 44 pessoas morreram - 42 no México e 2 nos EUA. No México já existem 1.112 casos confirmados em laboratório, e nos EUA, 642.
- Já foram identificadas pessoas infectadas com vírus na Áustria (1), Canadá (201), Hong Kong (1), Colômbia (1), Costa Rica (1), Dinamarca (1), El Salvador (2), França (5), Alemanha (9), Guatemala (1), Irlanda (1), Israel (4), Itália (5), Holanda (1), Nova Zelândia (5), Portugal (1), Coreia do Sul (2), Espanha (73), Suécia (1), Suíça (1) e Reino Unido (28, sendo 2 na Escócia e 26 na Inglaterra).

Atualização 07/06/2009 às 02:13
- Os casos registrados no Brasil até o momento são:São Paulo (15), Rio de Janeiro (8), Santa Catarina (5), Mato Grosso (2), Tocantins (3), Minas Gerais (1) e Rio Grande do Sul (1).

Atualização 04/07/2009
-No Brasil já são 756 casos confirmados com 1 morte no Rio Grande do Sul.

Atualização 24/07/2009
- De acordo com a OMS a pandemia da gripe H1N1 já se espalhou para cerca de 160 países, matando cerca de 800 pessoas.

Atualização 27/07/2009
- No Brasil a gripe A H1N1 já matou 20 pessoas no Estado de São Paulo, 16 no Rio Grande do Sul, cinco no Rio de Janeiro e quatro no Paraná.

Atualização 31/07/2009
- Até agora já morreram devido a gripe suína no Brasil, 37 pessoas no Estado de São Paulo, 20 no Rio Grande do Sul, nove no Rio de Janeiro e quatro no Paraná.

Atualização 09/08/2009
- No Brasil o número de casos confirmados chegou a 2.959 com 169 mortes.O estado com mais mortes é São Paulo com 69,seguido por Rio Grande do Sul (33), Paraná (31), Rio de Janeiro (19), Santa Catarina (3), Bahia (1), Pernambuco (1) e Paraíba (1).


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