Seja bem-vindo. Hoje é
Mostrando postagens com marcador AIDS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador AIDS. Mostrar todas as postagens

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Campanha de Prevenção à Aids no Carnaval

Aids fita O Ministério da Saúde lançou a campanha de prevenção à Aids do Carnaval 2010, na manhã deste sábado, na Vila Olímpica da Mangueira.

O foco da campanha deste ano são os jovens, já que números mais recentes mostram que a epidemia, na década de 2000, comporta-se de forma diferente entre os jovens. Considerando somente a faixa etária dos 13 aos 19 anos, a maior parte dos registros da doença está entre as mulheres. Entre os jovens de 20 a 24 anos, os casos se dividem de forma equilibrada entre os dois gêneros. Para os homens dos 13 aos 24 anos, a principal forma de transmissão é a homossexual.

O slogan  deste ano é “Camisinha. Com amor, paixão ou só sexo mesmo. Use sempre” e é direcionado para quem tem relação estável ou casual.

Continue lendo >>

Share/Save/Bookmark

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Dia Mundial de Luta contra a AIDS

Hoje, 1º de Dezembro é Dia Mundial de Luta contra a AIDS.

O tema da campanha deste ano é Viver com AIDS é possível,com preconceito não. A falta de informação sobre a doença acaba alimentando o preconceito, o que impede que as pessoas com HIV/AIDS

image

A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) foi reconhecida em meados de 1981, nos EUA, a partir da identificação de um número elevado de pacientes adultos do sexo masculino, homossexuais e moradores de São Francisco ou Nova York, que apresentavam sarcoma de Kaposi, pneumonia por Pneumocystis carinii e comprometimento do sistema imune, o que levou à conclusão de que se tratava de uma nova doença, ainda não classificada, de etiologia provavelmente infecciosa e transmissível.

A AIDS é uma doença pandêmica e grave e por isso representa um dos maiores problemas de saúde pública da atualidade. No Brasil, desde a identificação do primeiro caso em 1980 até junho de 2008, já foram identificados, aproximadamente, 506 mil casos da doença.

No Brasil, a AIDS tem se configurado como epidemia concentrada. No início da década de 1980, a epidemia atingiu principalmente os usuários de drogas injetáveis, gays e outros homens que fazem sexo com homens, assim como os indivíduos que receberam transfusão de sangue e hemoderivados. Já nos últimos anos da década de 1980 e início dos anos 1990, a epidemia assumiu outro perfil. A transmissão heterossexual passou a ser a principal via de transmissão do HIV, a qual vem apresentando maior tendência de crescimento em anos recentes, acompanhada de uma expressiva participação das mulheres na dinâmica da epidemia. Os últimos anos são marcados também pelo processo de interiorização e pauperização da epidemia. Passou dos estratos sociais de maior escolaridade para os menos escolarizados.

As principais formas de transmissão do HIV são: o sexual; o sangüínea (em receptores de sangue ou hemoderivados e em usuários de drogas injetáveis, ou UDI); e o vertical (da mãe para o filho, durante a gestação, parto ou por aleitamento). Além dessas formas, mais freqüentes, também pode ocorrer a transmissão ocupacional, ocasionada por acidente de trabalho, em profissionais da área da saúde que sofrem ferimentos com instrumentos pérfuro-cortantes contaminados com sangue de pacientes infectados pelo HIV.

As principais estratégias de prevenção empregadas pelos programas de controle envolvem: a promoção do uso de preservativos, a promoção do uso de agulhas e seringas esterilizadas ou descartáveis, o controle do sangue e derivados, a adoção de cuidados na exposição ocupacional a material biológico e o manejo adequado das outras DST.

image

Continue lendo >>

Share/Save/Bookmark

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Campanha Atitude contra a AIDS

Aids fita O Ministério da Saúde está promovendo uma Campanha para Conscientizar o cidadão a respeito da importância da prevenção da AIDS.
A comunidade “Atitude Contra a AIDS” no Orkut e Facebook tem como objetivo informar os usuários destas redes sociais sobre prevenção da AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis.

Dados:
- O número de infectados cresce a cada dia
- Quase metade das pessoas infectadas não sabe que possui o vírus
- Use camisinha

Por mais que hoje em dia haja tratamentos eficazes e o número de mortes seja bem menor que há algumas décadas, a Aids ainda é um grande problema. O número de infectados cresce a cada dia – e pior: quase metade das pessoas infectadas não sabe que possui o vírus. Apesar da letalidade menor nos dias de hoje, não devemos baixar a guarda.
É importantíssimo tomar uma Atitude Contra a Aids, usando camisinha, ajudando a divulgar esta campanha, conscientizando os amigos da importância do uso da camisinha, enfim, não podemos ficar parados. Deixar de usar camisinha por vergonha, machismo ou simplesmente por achar que a outra pessoa não é portadora do vírus são atitudes que colaboram com a disseminação da doença, e que não fazem nenhum sentido.
Informação não falta, o que falta é atitude. Atitude e coragem de se prevenir e proteger as pessoas com as quais nos relacionamos. Usar camisinha é uma atitude de respeito pelo parceiro e mostra que nos preocupamos com as outras pessoas. Claro, além de prevenirmos a nós mesmos, também.
Não se trata de idealismo. Trata-se de consciência. Repasse esta idéia usando a nossa fitinha no seu perfil. Espalhe para os seus amigos, comece conscientizando as pessoas mais próximas. Tomar uma Atitude Contra a Aids está ao alcance de todos nós, e é mais simples do que pensamos. E claro, use sempre camisinha.

Continue lendo >>

Share/Save/Bookmark

segunda-feira, 16 de março de 2009

Violência Sexual e DST:Como prestar o atendimento

Os índices de violência sexual são altíssimos tanto no Brasil quanto no resto do Mundo e com os frequentes casos de violência sexual noticiados na mídia resolvi fazer um post com informações de como devemos proceder no atendimento as vítimas.

Violência Sexual e DST

Conceito
Define-se como estupro o ato de constranger a mulher de qualquer idade ou condição à conjunção carnal, por meio de violência ou grave ameaça. Do ponto de vista jurídico é crime previsto no artigo 213 do Código Penal Brasileiro. O estupro deve ser diferenciado do atentado violento ao pudor, que consiste em constranger alguém mediante violência ou grave ameaça a praticar ou permitir que se pratique ato libidinoso diverso da conjugação carnal. O atentado violento ao pudor, também é crime previsto no artigo 214 do Código Penal Brasileiro.

O estupro é um crime geralmente clandestino, sub-relatado e pouco conhecido. Sua real freqüência é desconhecida porque as vítimas hesitam em informar, devido à humilhação, medo, sentimentos de culpa, devido ao fato do crime, na sua maioria, ter sido praticado por parentes, pessoas próximas ou conhecidas e desconhecimento sobre as Leis e descrédito no sistema judicial.
O abuso sexual está ligado a problemas de saúde pública e reprodutiva tais como, doenças sexualmente transmissíveis e gravidez indesejada, além das disfunções sexuais que podem produzir. A violência sexual praticada durante a gravidez representa fator de risco para saúde da mulher e do feto, por aumentar a possibilidade de complicações obstétricas, abortamento e de recém-nascidos de baixo peso. As infecções de transmissão sexual adquiridas durante o estupro, quando não tratadas, podem levar a quadros de doença inflamatória pélvica e esterilidade; dentre estas pode estar a infecção pelo HIV o que leva à necessidade de aconselhar a vítima para a realização do teste anti-HIV.
O trauma emocional do abuso sexual resulta da violência em si e também do medo de gravidez ou de ter adquirido uma DST, inclusive o HIV. A reação imediata é de medo persistente, perda de auto-estima e dificuldade de relacionamento. Os efeitos psicológicos crônicos do abuso sexual se enquadram no distúrbio de stress pós-traumático. O medo de ter contraído infecção pelo HIV aumenta a ansiedade da vítima. O grau de risco de contrair HIV depende da condição clínica e sorológica do agressor, do tipo de trauma e das freqüências das agressões. O tipo de exposição sexual (vaginal, anal ou oral), o trauma associado, a presença de outra DST inflamatória ou ulcerativa, e a exposição a secreções sexuais e/ou sangue, são relevantes na avaliação do risco de transmissão do HIV.
As vítimas de estupro necessitam de diagnóstico e acompanhamento cuidadosos para uma multiplicidade de condições clínicas, incluindo apoio psicológico, amparo forense, prevenção da gravidez indesejada e profilaxia das DST.
O atendimento à vítima de estupro é complexo, necessitando de modo ideal de cuidados de uma equipe multidisciplinar habituada com tais intervenções. Em geral cabe ao ginecologista ou ao plantonista nos serviços de emergência o primeiro atendimento, devendo estes profissionais estarem preparados para conduzir os casos e fornecerem informações corretas se forem inquiridos. Do ponto de vista forense, os delitos contra os costumes iniciam-se mediante queixa da vítima, ou do seu representante legal à autoridade policial. A polícia tem o dever de abrir o inquérito e lhe dar o devido andamento, devendo ser a vítima enviada para a realização do exame médico-legal.
Muitas vezes a mulher vítima de abuso sexual deixa passar muito tempo até procurar o médico e o motivo de sua consulta não está relacionado ao estupro, porém é de responsabilidade do médico não só o atendimento à vítima na fase aguda, de emergência após o episódio de estupro, mas o reconhecimento de suas seqüelas comportamentais e físicas.
Dor pélvica crônica, dor mamária, cefaléia crônica, vulvodínia e dispareunia, alterações gastrointestinais (s. cólon irritável e outros sintomas gastrointestinais), são alguns dos problemas clínicos que podem surgir.
Como seqüelas psicológicas e comportamentais, podemos ter disfunção sexual, depressão, baixa auto-estima, ansiedade, desordens alimentares/obesidade, baixo rendimento escolar, tendência suicida, abuso de drogas, entre outras.
A identificação e o adequado acompanhamento às vítimas são de vital importância para o restabelecimento físico e psicológico dessas mulheres.

Exame Físico e Avaliação das Lesões
Após anamnese e exame clínico-ginecológico, a extensão das lesões será avaliada. Em presença de lesões graves com risco de vida por lacerações e hemorragias, havendo condições locais, procede-se aos cuidados imediatos e na ausência de condições hospitalares, a vítima deverá ser referenciada para unidade adequada. Na constatação de lesões leves, a seqüência no atendimento dependerá da disponibilidade ou não de exames laboratoriais; caso exista tal possibilidade, os exames deverão ser solicitados após coleta imediata das amostras. Na disponibilidade ou não de laboratório, as lesões encontradas deverão ser cuidadosamente observadas e anotadas no prontuário. Nas pacientes que não estejam em uso de contraceptivo eficaz e estando no período fértil deve-se iniciar a contracepção de emergência.

Cuidados Profiláticos
Durante o aconselhamento, as pacientes devem ser informadas sobre os efeitos físicos e psicológicos do abuso sexual e da necessidade de:
profilaxia da gravidez (nos casos de coito desprotegido em pacientes em período fértil);
início da antibioticoprofilaxia para DST;
coleta imediata de sangue para sorologia para sífilis e HIV (para conhecimento do estado sorológico no momento do atendimento para posterior comparação);e agendamento do retorno para acompanhamento psicológico e realização de sorologia para sífilis (após 30 dias) e para o HIV (após no mínimo 3 meses).

Prevenção da Gravidez Indesejada
A anticoncepção pós-coital ou de emergência é uma medida essencial no atendimento de pacientes que sofreram estupro. A possibilidade de ocorrer concepção em um único coito sem proteção num dia qualquer do ciclo menstrual é de 2 a 4%, sendo este risco aumentado no período fértil. O método de Yuzpe é o mais utilizado e consiste na administração oral da associação de estrogênios e progestagênios, iniciados até 72 horas após o coito desprotegido. Existem no Brasil comprimidos contendo a associação de Etinilestradiol (0,05 mg) e Levonorgestrel (0,25 mg); utilizar 2 comprimidos a cada 12 horas, em duas doses (dose total de 0,2 mg de Etinilestradiol e de 1,0 mg de Levonorgestrel). Outra opção é a utilização de 0,24 mg de Etinilestradiol e 1,2mg de Levonorgestrel, divididos em duas doses iguais, iniciando até 72 horas após o coito. Neste caso, prescrever os contraceptivos hormonais orais contendo 0,03 mg de Etinilestradiol e 0,15 mg de Levonorgestrel (4 comprimidos a cada 12 horas, em duas doses).

Observação: em casos de falha, quando do estupro resultar a gravidez, se for desejo da paciente, o abortamento é previsto em Lei e poderá ser feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Quando disponível o laboratório, deverão ser colhidos espécimes de vagina e endocérvice para exame direto à fresco e corado pelo Gram, para cultura em meio Thayer-Martin e para imunofluorescência direta; deverão ser colhidos espécimes da endocérvice e reto para possível detecção de infecção por Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis.

Profilaxia das DST
Para a maioria das DST não virais:
Ofloxacina 400 mg, VO, dose única, (em gestantes, nutrizes e menores de 18 anos usar Cefixima 400mg, VO, dose única) mais
Azitromicina 1g, VO, dose única (em gestantes e nutrizes usar Amoxicilina 500 mg, VO, de 8/8 h, por 7 dias) mais
Penicilina G Benzatina 2.400.000 UI, IM, dose única mais
Metronidazol 2 g, VO, dose única (em gestantes tratar somente após completado o primeiro trimestre; em nutrizes suspender o aleitamento por 24 horas).
Para hepatite B:
Gamaglobulina hiperimune (HBIG): 0,06ml/kg de peso corporal, IM, dose única. Se a dose a ser utilizada ultrapassar 5ml, dividir a aplicação em duas áreas diferentes. Maior eficácia na profilaxia é obtida com uso precoce da HBIG (dentro de 24 à 48 horas após o acidente). Não há benefício comprovado na utilização da HBIG após 1 semana do acidente. Se possível, iniciar, ao mesmo tempo, a vacinação no esquema de 3 doses, que envolve a administração, via intramuscular, na região deltóide, de 1,0 ml para adultos e de 0,5 ml para crianças menores de 12 anos (na região do vasto lateral da coxa). A segunda e a terceira doses devem ser administradas respectivamente um e seis meses após a primeira. A gravidez e a lactação não são condições que contra-indiquem a vacinação anti-hepatite B.

Observações:
Em todos os casos proceder ao aconselhamento, colher sangue para VDRL e sorologia anti-HIV basais e agendar retorno para realização de VDRL após 30 dias e para sorologia anti-HIV após 3 a 6 meses.
Não existe nenhum estudo na literatura mundial que comprove a eficácia do uso de qualquer agente anti-retroviral na quimioprofilaxia para o HIV após abuso sexual. Portanto esta situação não faz parte dos critérios de indicação para utilização de medicamentos anti-retrovirais do Ministério da Saúde.

Fonte:

  • Prevenção e tratamento dos agravos resultantes da violência sexual contra mulheres e adolescentes - norma técnica. Min. Saúde 1o edição. Brasília,1999.

  • Obstetrics & Gynecology. Adolescent victms of sexual assault. ACOG Educational Bulletin 252, Washignton, DC: . ACOG, october 1998.

  • American College of Obstetricians and Ginecologists. Sexual assault. ACOG Tecnical Bulletin 242. Washignton, DC: ACOG,1997.

  • http://www.saude.df.gov.br/

  • http://www.aids.gov.br/

  • Continue lendo >>

    Share/Save/Bookmark

    ©2008-2011 Mediskina: Aqui a gente brinca mas ensina Medicina | by Carolina Rosa

      ©Template by Dicas Blogger.

    TOPO