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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Dicas para Conversar com seu Médico

Desde o início da faculdade de Medicina, os futuros médicos aprendem na disciplina de Semiologia ou Propedêutica como conduzir uma consulta médica através de uma anamnese criteriosa e organizada, como realizar um exame físico minucioso e à partir deste ponto elaborar uma hipótese diagnóstica.
Os pacientes normalmente quando procuram atendimento médico não apresentam suas queixas de forma ordenada e algumas vezes acabam ficando com muitas dúvidas mesmo após a consulta, pensando nisso os médicos Jim Sutton e Sagar Nigwekar escreveram o livro “Top 5 Questions to Ask Your Doctor” (o livro ainda não foi lançado em português) , que aborda como os pacientes devem perguntar e quais as questões devem ser esclarecidas durante uma consulta médica.
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Dicas para Conversar com seu Médico
Quando você pensa sobre a relação médico-paciente, a palavra "relacionamento" é muito importante. O médico típico tem 2000-3000 doentes, muitos dos quais vêem apenas uma ou duas vezes por ano.
Entrar em um consultório médico pode ser como entrar em um mundo diferente.  Há muitas vezes "regras" e "protocolos" que o médico, enfermeiras e funcionários seguem que você pode não estar familiarizado. Este livro oferece algumas perguntas muito úteis para você ter uma conversa inteligente com o seu médico, mas há outras coisas que podem ser úteis para fazer a consulta melhor.
Vendo 20-30 destes pacientes a cada dia, no Brasil este número em geral é superior, a maioria dos médicos têm apenas relações profissionais com seus pacientes, a maioria dos seus pacientes são conhecidos por apenas um nome e qualquer outra informação está no boletim médico. Isto é agravado pelo fato de que você só poderá ver o seu médico por alguns minutos algumas vezes por ano. Portanto, você deve estar no modo "construção de relacionamentos" desde o minuto que você entra no consultório. Quanto melhor o relacionamento que você tem com o seu médico, maior a probabilidade de você ter boas e detalhadas conversas com ele ou ela.
Pense em seu cônjuge, colegas de trabalho, amigos casuais, a família e as coisas que você faz para ter um bom relacionamento com essas pessoas. Esses mesmos princípios básicos podem percorrer um longo caminho para ajudar a construir um relacionamento com o seu médico. Aqui estão algumas dicas.
Vestido para o sucesso
Vestir-se profissionalmente mostra força e confiança. Médicos e seus funcionários são pessoas também, e você não deve julgar um livro pela capa, mas todos nós fazemos isso! Se você estiver indo para uma entrevista, ao banco pedir um empréstimo, ou sair para um encontro pela primeira vez, você experimenta melhorar sua aparência para fazer uma boa primeira impressão. Vista-se assim para consultar o seu médico, e você verá a diferença no seu tratamento em cada etapa da visita.
Traga alguém com você
Os médicos estão habituados a ter mais de uma pessoa na sala ao mesmo tempo. Um médico irá agir de forma diferente com mais de uma pessoa na sala, porque a maioria das pessoas se comportam de forma diferente quando estão em grupo ou um-a-um. Além disso, quando você estiver doente ou lidar com um diagnóstico desconfortável, com uma outra pessoa na sala para lembrar o que foi dito é sempre útil. Quem acompanha você às vezes pode pegar alguma coisa da conversa que você deixou passar. Uma palavra de cautela: Certifique-se que você está confortável discutindo informações pessoais na frente da pessoa que você trouxer!
Conecte-se com o seu médico
Construir um relacionamento é estar conectado com a outra pessoa. Os médicos normalmente permitem um ou dois minutos no início da consulta para esta conexão. Aproveite este tempo para sorrir, apertar as mãos, fazer um bom contato visual, e usar esse tempo para "socializar" antes da consulta começar. Introduções iniciais boas são "Quanto tempo eu não te vejo" ou "Eu gostei das alterações feitas na sala de espera."
Definir a agenda
Os médicos têm uma quantidade limitada de tempo para visitas no consultório. A fim de usar seu tempo sabiamente geralmente definem a agenda e controlam a visita, tanto quanto possível. Devido a esse controle você pode perceber que a visita acabou antes de você chegar a fazer suas perguntas. Para prevenir isso, se envolva na definição da agenda para a consulta. A maioria dos médicos vai começar a visita com uma pergunta de abertura como "Como posso ajudá-lo hoje?" Ou "O que posso fazer por você hoje?" Esta é a sua oportunidade de definir a agenda. Se você disser: "Eu venho tendo essa dor de cabeça por três dias", em seguida, o médico irá mudar o seu cérebro para modo de dor de cabeça e esta se torna a ordem do dia. Aqui estão algumas maneiras para definir a ordem do dia:
Médico: Como posso ajudá-lo hoje?
Paciente: Eu não estou doente hoje. Eu só quero passar alguns minutos falando sobre o meu diabetes, e eu tenho algumas perguntas sobre a minha doença.
Médico: Como posso ajudá-lo hoje?
Paciente: Eu tive uma dor de cabeça por três dias. Depois de fazer o diagnóstico, eu gostaria de perguntar-lhe algumas questões sobre minha condição.
A maioria dos médicos consideram o diagnóstico como o fim da consulta e, em seguida, sua atenção para prescrever um tratamento. Se você não avisar o seu médico que você está querendo terminar a consulta com algumas perguntas, então ele / ela não pode poderá coordenar o tempo corretamente.
Use seu tempo sabiamente
“Timing” é tudo. Esteja preparado para falar sobre suas dúvidas e problemas no menor espaço de tempo. Tenha suas perguntas prontas antes de o médico entrar na sala. Se você está lá por um sintoma específico, em seguida, tão logo o diagnóstico (ou possível diagnóstico) seja mencionado, abra suas anotações na página apropriada e esteja preparado para fazer suas perguntas.
Permita algum silêncio
Uma pausa bem cronometrada será um longo caminho. Quantas vezes você já tentou fazer alguma coisa enquanto alguém estava conversando e quebra a sua concentração? Não faça suas perguntas durante o exame, ou quando a receita está sendo escrita, ou se o médico ainda está fazendo perguntas para determinar o diagnóstico. Deixe a conversa fluir naturalmente e dê tempo ao médico para "praticar a sua arte", como olhar no prontuário, realizar um exame, e fazer perguntas. Guarde suas perguntas para depois que tudo isso é feito.
Há determinadas questões que são importantes para perguntar sempre que você consultar seu médico. É importante conhecer e entender os seus problemas de saúde, bem como compreender o seu tratamento. Se o seu médico tiver diagnosticado recentemente uma nova condição médica, ou se iniciar ou alterar um tratamento, você vai achar estas questões muito úteis. Além das questões de doenças específicas neste livro, você também deve fazer estas perguntas sobre o seu tratamento sempre que puder.
Top 5 questões
Como eu sei que meu tratamento está funcionando?
Como a medicação ou tratamento que estão prescrevendo trata a minha doença?
Há mais de uma condição que poderia estar causando o meu problema?
Qual é exatamente o meu estado, e o que causou isso?
Quais os sintomas eu devo observar que signifiquem eu ter que entrar em contato com você ou procurar ajuda imediata?
Outras perguntas que você pode considerar fazer
Existem opções de tratamento que não envolvem medicamentos?
Quanto tempo vai demorar para eu me sentir melhor?
Se meus sintomas piorarem, o que posso fazer por minha conta antes de te ver?
Esta minha condição médica é permanente ou temporária?
Perguntas que você deve fazer sobre seus medicamentos
Toda vez que for prescrito um medicamento você deveria fazer estas perguntas:
Top 5 questões
Posso tomar um medicamento genérico ou este está disponível?
Você pode rever as minhas instruções comigo?

  • A que horas devo tomar este medicamento?
  • Devo tomar o medicamento com ou sem comida?
  • Posso tomá-lo com outros medicamentos?
Quais são os riscos e possíveis efeitos colaterais deste medicamento?
Qual é a razão para tomar essa medicação, e como ela funciona?
Será que esta medicação interage com qualquer outro medicamento que estou tomando?
Outras perguntas que você pode considerar fazer
Minha medicação pode ser interrompida de repente ou será preciso ser interrompida lentamente?
Preciso seguir todas as restrições (álcool, direção e trabalho)?
Você acha que uma caixa de pílula irá me ajudar?
Quanto tempo eu preciso tomar meu remédio?
Se eu não tolerar este medicamento, em seguida, quais são as minhas alternativas?
O que devo fazer se eu não tomar uma dose?
Onde posso guardar este medicamento em casa?
Fonte: Kevin MD

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terça-feira, 13 de abril de 2010

Novo Código de Ética Médica

Após 22 anos sem atualização, entra em vigor hoje o novo Código de Ética Médica (CEM)brasileiro. O texto atualizado, que regula a conduta dos profissionais de saúde, prevê situações que vieram com os avanços da ciência, como a manipulação genética e o tratamento de pacientes em estado terminal. O novo CEM foi aprovado em 29 de agosto de 2009 durante uma plenária que contou com a participação de cerca de 400 delegados, entre conselheiros federais e regionais de Medicina, membros de sindicatos e sociedades de especialidades, além de representantes de várias entidades médicas.

Foram analisadas 2.677 sugestões encaminhadas por médicos e entidades organizadas da sociedade. Os principais temas propostos estavam ligados à medicina do trabalho, ao direito do médico, aos princípios fundamentais do CEM, à responsabilidade profissional, à publicidade médica, às condições de trabalho e à interferência mercantil das operadoras de saúde. “Também revisamos e incorporamos a este novo Código algumas condutas já determinadas pelo Conselho Federal de Medicina em resoluções”, completa Arnaldo Pineschi, diretor 2º secretário e coordenador da Câmara Técnica de Bioética do CREMERJ.

O novo Código de Ética Médica é composto de um preâmbulo com 6 incisos, 25 incisos de princípios fundamentais, 10  incisos sobre “direitos”,  118  artigos de normas deontológicas (sobre “deveres”), e 4 incisos de disposições gerais. O documento trata, dentre outros temas, dos direitos dos médicos, da responsabilidade profissional, dos direitos humanos, da relação com pacientes e familiares, da doação e transplantes de órgãos, da relação entre médicos, do sigilo profissional, dos documentos médicos, do ensino e da pesquisa médica, e da publicidade médica.

Algumas novidades são o reforço à autonomia do paciente, o reconhecimento da finitude da vida humana – o Código de 1988 não mencionava a mortalidade humana em seus princípios fundamentais – e a instituição de regras para reprodução assistida.

A distanásia, por exemplo, passa a ser considerada, com mais ênfase, antiética e imoral. A intenção é que não haja o prolongamento obsessivo da vida biológica por meio de equipamentos, em detrimento do respeito ao ser humano nos níveis físico, psíquico, social e espiritual.

Outros temas que tiveram suas diretrizes revistas, atualizadas e ampliadas se referem à segunda opinião, ao conflito de interesses, à publicidade médica, à responsabilidade médica, ao uso do placebo e à interação dos profissionais com planos de financiamento, cartões de descontos ou consórcios.

O Código de Ética Médica, que rege a prática médica em todo o Brasil, também conta com um posicionamento sobre os grandes debates contemporâneos no campo da bioética como a questão  dos transplantes de órgãos, os ensaios clínicos, a eutanásia, a reprodução assistida e a manipulação genética. Sendo assim, a manipulação de células germinativas é outra prática vedada pelo novo Código. Fica proibida, por exemplo, a escolha do sexo ou a cor dos olhos de bebês. Mas a terapia gênica (procedimento médico que envolve a modificação genética de células somáticas como forma de tratar doenças) está prevista ─ prática que ainda está se desenvolvendo e requer grande controle ético.

Fontes: Conselho Federal de Medicina (CFM) 
             Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (CREMERJ).



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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Manual de como utilizar um médico – Coisas básicas que um paciente precisa saber

Aos Pacientes:
Manual de como utilizar um médico – Coisas básicas que um paciente precisa saber:

INTRODUÇÃO:
Médico também é gente…apesar de alguns se acharem filhos de Deus, ou até mesmo, Deus!!!!

Explicações ao público:
1- Médico dorme. Pode parecer mentira...
Não o acorde sem necessidade! Esqueça que ele tem telefone em casa .... Tente o celular, se estiver desligado é porque, talvez (para ser educado) ele precisa descansar (Por favor, ligue apenas quando necessário. Fora do horário de expediente, o médico pode estar fazendo alguma daquelas coisas que você pensou que ele não fazia, como dormir ou namorar, por exemplo....).
No mínimo "SEU MÉDICO" vai enfrentar a maior barra no dia seguinte: um plantão em que vai lidar com a vida de outro ser humano... talvez até mesmo a sua, ou de um familiar seu... Mas isso, stress / preocupação, vida dos outros, tudo bobagem né???
Se o bicho tá pegando, procure um serviço de urgência.
Hospital existe é pra isso…
Ah só para lembrar...Pronto Socorro = Lugar pra gente realmente doente. Não se assuste se passarem outros na frente, lembre-se: eles devem estar pior que você…Um paciente grave requer o médico ao lado o tempo todo (você vai ver quando infartar, tiver um “derrame”)…Ele pode demorar pra te atender em urgências porque está com outro paciente mais grave. 
Não dê escândalo porque a consulta está demorando e você está gravíssimo!!!
Os médicos já sabem, quem chega gritando ao pronto-socorro não tem doença grave, a não ser “Doença da Alma”. O paciente grave não gasta sua energia gritando, mas sim lutando em silêncio para sobreviver.
Por favor, não vá ao P.S. acordar o médico às 3 da manhã porque está se sentindo só há 6 meses, ou porque tem uma dor há 5 meses e resolveu olhar de madrugada porque o hospital está vazio, ou porque está difícil de marcar um médico pelo convênio e aí, doutor, sabe, o pronto socorro é mais rápido ... BRINCADEIRA, lembre-se que consulta no pronto socorro é diferente do consultório, não dá para ficar proseando uma vida inteira, há mais gente passando mal...
2- Médico come.. Inacreditável, não? Mas é verdade!!! Temos horário de almoço sim, mesmo no plamtão, a lei determina..
Ah, não se preocupe e, mais uma vez não grite:Se eu chegar morrendo aqui neste hospital, blá-blá-blá... SSe chegar morrendo mesmo, o médico para de almoçar na hora, larga tudo o que está fazendo e vai te atender. Médico, em geral , não sai do hospital para comer,afinal de contas ele é solidário aos pacientes até naquela comida horrorosa do hospital.
3- Médico também vai ao banheiro.. Afinal comemos e bebemos, de vez em quando é claro...
4- As vezes adoecemos ... Nessas horas procure ajudar, não pertube !!! Se vire de outra forma..
5- Médico pode ter família. Essa é a mais incrível de todas. Mesmo sendo médico, a pessoa precisa descansar no final de semana e precisa de um tempo com a família e amigos. Férias, bobagem né?? Nós temos também (apesar de não recebermos por isso, como vocês) ...
Pergunta: Nas situações acima o médico atende?
Resposta: Sim. Pode atender, desde que seja pago por isso. Desnecessário dizer que, nesses casos, o atendimento tem custo adicional (hora extra, tem seu custo).... Por favor, não pechinche. Ah, e cara feia na hora de assinar o cheque não diminui o que você tem que pagar ...
6- Médico precisa de dinheiro... Por essa você não esperava, né?
É surpreendente, mas médico também paga impostos, alimentação, combustível, vestuário, escola dos filhos, roupa branca para trabalhar ... etc... Os livros, o consultório e as coisas que ele tem não chegam até ele gratuitamente. Impressionante, não? Entendeu agora o motivo de ele cobrar uma consulta?
Sempre lembre de desmarcar sua consulta com antecedência, se for faltar.Uma hora parado é uma hora sem receber. Médico não tem carteira assinada, não tem dinheiro garantido no final do mês, precisa trabalhar para receber. 
O atestado que o médico emite para você ,ah se le valesse para os médicos também…Como seria bom…
Fique sabendo que o médico recebe em média R$ 30,00 pelo atendimento que fez a você (isso sem contar os descontos da cooperativa,Imposto de Renda ,ISS,COFINS – Em média 45% do valor bruto vai embora) e daqui há 90 dias, isto quando os convênios acham que é justo pagar a consulta. Existe glossário com desculpas de que o médico atendeu muito nesse mês ( justamente por isso , por ter trabalhado muito ele merece receber integralmente pelo seu esforço)
7 - Se você estiver internado: não ache que o "Seu  Médico" é seu empregado Particular . Se quiser ele disponível o tempo todo ao seu lado, o dia inteiro por sua conta, pague por isto. (Novamente lembre que ele se arrisca por você, não pode errar, e só recebe 30,00 reais do convênio, só uma vez por dia, mesmo se for ao seu quarto 20 vezes no dia)...
8- Antes da consulta: por favor, marque hora. E, se você chegar de surpresa, não espere que o médico vá te colocar no horário de quem já marcou. É só para ver um exame. Lembre-se que exame foi pedido por um motivo, se tiver alteração gerará uma receita, uma conduta, um tratamento.Você poderá atrasar a consulta do próximo paciente se não tiver agendado horário. Se o médico estiver atrasado, deve ser, em geral, porque o paciente que consultou antes, falou de mais da conta,chegou sem marcar, etc…

9- Na hora da consulta: Por favor, deixe os amigos do cunhado e seus vizinhos com os respectivos filhos nas casas deles. Não fique bombardeando o médico com milhares de perguntas inúteis, ou desconexas, durante o atendimento. Evite perguntas que não tenham relação com o projeto. Infelizmente, a cada consulta, o médico poderá examinar apenas um paciente. Lamentamos informar, mas seu parente também terá que passar por uma consulta e você também terá que pagar por ela. Não peça para ele "TIRAR" a sua pressão de graça ...
10- Quando o médico, porventura, te atender de graça, não ache que ele “Não faz mais do que sua obrigação” – Seja cordial, leve um presente no retorno,agradeça,isso não tem preço.

11- Consulta domiciliar custa mais caro mesmo ... O médico se desloca, paga gasolina, estacionamento, gasta pelo menos 2 x mais tempo do que uma consulta no consultório... Portanto nada mais justo que a consulta domiciliar custar, no mínimo, o dobro da do consultório...
12- Nunca peça desconto no valor da consulta, principalmente se vai realizar a posteriori um exame particular (um ressonância, por ex) que custa 10 VEZES o valor da consulta... A hora do médico tem seu preço...Vá ao cabelereiro e peça desconto no corte de cabelo...Quero ver se você corta o cabelo...
13 - Não é possível fazer consultas pelo telefone. Essa nem vou comentar...De uma vez por todas, para reforçar: o médico não é vidente. Ele precisa examinar o paciente e muitas vezes precisa reexaminá-lo! Se quiser milagre, tente uma macumba!!!!
14- Em reuniões de amigos ou festas de família, médico deixa de ser médico. Não comece conversas sobre suas dores, novos sintomas ou tratamentos em andamento. Para isso ele precisa refletir, se concentrar

[Via Leandra Carneiro do TIMedicina]

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domingo, 19 de julho de 2009

Dr.Google - A internet alterando a relação médico-paciente

DrGoogle Com a inclusão digital, um número cada vez maior de pessoas está tendo acesso à internet, no Brasil já são 25,5 milhões usuários residenciais. Os internautas buscam todo tipo de informação no “Dr.Google”, incluindo pesquisas sobre saúde,doenças,sintomas, medicamentos e custos.
Diversos estudos tem sido feitos para avaliar o impacto do uso da internet na relação médico-paciente, apontando os prós e contras.
A possibilidade de acesso rápido às informações pode ajudar a medida que o paciente vai a consulta médica mais esclarecido facilitando a comunicação com o médico,corroborando e sendo pró ativo no tratamento da sua doença. Outro recurso valioso é a criação de fóruns,comunidades e grupos para a discussão e busca de informações de novos tratamentos ou apoio aos familiares dos pacientes,principalmente aqueles com doenças crônicas,raras ou estigmatizantes.
Por outro lado, dados encontrados em fontes não confiáveis,podem confundir e prejudicar os pacientes como os sites que estimulam a automedicação,pois no Brasil o acesso aos medicamentos, inclusive de prescrição, é facilitado pelo frouxo controle no balcão das farmácias, o risco de problemas é enorme.É consenso que não há remédios isentos de efeitos colaterais – em média 10% dos pacientes apresentam alguma reação relacionada ao seu uso.Por isso, é importantíssimo que se tenha acompanhamento médico para evitar intoxicações medicamentosas.
Outro ponto são os tratamentos alternativos que não tem comprovação científica, mas que são noticiados como o melhor tratamento disponível no momento,podendo levar o paciente a não tratar a sua doença com eficácia.
Há também os sites,fóruns,blogs ou grupos de discussão onde pessoas com doenças como a anorexia se reúnem para encontrar apoio ao invés de procurar ajuda médica.
Lentamente, o “Dr.Google” assume o papel de parentes e amigos na busca por informações sobre saúde-doença.
O médico também tem que mudar seu comportamento, pois com os pacientes cada vez mais informados,ele tem que estar se atualizando continuamente, principalmente para esclarecer aqueles pacientes que obtiverem informações erradas na web.

Os "usuários 2.0" querem ir para "consultórios 2.0" com "médicos 2.0".
Carlos Nepomuceno
Fontes: Leia também: O Médico 2.0

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